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Ladrões roubam cachorros de raça para revender

Edição do dia 19/10/2014

19/10/2014 21h50 – Atualizado em 19/10/2014 21h57

Roubo de cachorros é um assunto sério e acontece com muita frequência.

Restaram as coleiras e as pegadas, mas os cachorros sumiram. O roubo de cachorros é um assunto sério e acontece muito mais frequentemente do que a gente imagina. E as marcas deixadas por eles viram só saudade.

O último passeio do funcionário público João Batista com a cachorra Ping foi gravado por uma câmera de segurança. João subia uma rua de Porto Alegre quando foi assaltado. Ele não levava a carteira. “‘Não tenho celular, não tenho nada’. Aí ele disse: ‘Me dá a cachorra’. E engatilhou a arma”, lembra João.

João não teve escolha. Logo depois, a mesma câmera de segurança filmou os pés de outra pessoa, na direção contrária, puxando a cachorrinha Ping.

Ela tinha sido comprada há cinco anos, por recomendação de terapeutas. Bianca, filha do João, tem transtorno de ansiedade. “A gente está tremendamente triste. Eu não consigo pensar em outra coisa. No trabalho estou dificuldade de me concentrar. Toda vez que eu chego em casa eu tenho esperança que talvez ela tenha sido encontrada, de que não me avisaram para me fazer uma surpresa, de que eu vou abrir a porta e ela vai começar a latir”, diz a bibliotecária.

Faz 40 dias, e João não se conforma. “Eu fico perguntando: ‘Onde é que tu está, filha?’. Porque eu não consigo tratar como um animal”, lamenta.

Em Curitiba, a pedagoga Angela Kemer esperou durante quatro meses. Com a ajuda de policiais, ela reencontrou seus três cãezinhos roubados. Em um ano, já são 20 resgates na cidade.

No assalto sofrido pela Angela, os bandidos bateram nela e fugiram em um carro. “Eles fecharam a porta, eu continuei segurando no carro, agarrada ao carro, enquanto eles arrancaram e me arrastaram”, ela diz.

Angela teve depressão. Vendeu a casa onde morava, pertinho do local do assalto, e hoje vive em um apartamento com dez cachorros, contando os três que voltaram: Tobias, Laura e Bernardo.

“Quando penso que o Tobias Gabriel está em casa, a Laura está em casa, o Bernardo está em casa a gente pensa que está sonhando mesmo. Acordamos do pesadelo”, conta Angela.

Depois que teve os cães levados por ladrões, Angela nunca mais saiu com eles na rua. Ficou com medo. Para que os bichos possam passear, ela agora pega emprestado o quintal da casa de amigos, ou vai a uma chácara que oferece hospedagem para animais.

No caso de Angela, os cães foram roubados com o intuito de serem revendidos. Quando foram recuperados, já estavam com outros donos. Quatro pessoas foram presas.

“Entre as medidas que nós orientamos a população a tomar é primeiro deixar alguma identificação na coleira do animal. Outro procedimento que é feito até de forma gratuita nas principais cidades é a microchipagem. É um procedimento indolor para o animal. É colocado um chip nele onde você tem todas as informações do proprietário e do animal”, explica o delegado Rodrigo de Souza.

Mas o delegado explica que, na maioria das vezes, os cachorros não são o primeiro objetivo do ladrão, nem na rua nem em roubos a residências. “O objetivo deles é levar televisão, aparelho eletroeletrônicos, mas ele verifica que tem um cachorro na casa e acaba levando”, afirma.

São Gonçalo, estado do Rio: Mariana, de 15 anos, filha da vendedora Dielle Fernandes, saiu para passear com a Preta, a cachorrinha da família, e foi assaltada. Os ladrões queriam um celular. “Ela falou: ‘Não estou com nada, não trouxe nada’”, conta Dielle.

Irritados, eles anunciaram que levariam a Preta. “Chegaram e puxaram a cachorra. A cachorra ainda fez força, não querendo ir, estranhando. Não estava acostumada, né?”, lembra Dielle.

Foi em julho. Há três meses, a família guarda toda a documentação que possa servir para recuperar a Preta, se ela for encontrada. “Carteirinha de vacinação, certificado de autenticidade do animal, que ela é pedigree, raça pura”, conta Dielle.

“Se não tiver nenhum comprovante de compra, nenhuma nota fiscal, tendo em vista que o animal é um bem, a gente vai acreditar na pessoa que venha a reconhecer e a gente vai analisar também até as reações do próprio animal”, explica o delegado.

Aconteceu com o Mateus. Ele perdeu seu amado vira-lata, o Keith, durante uma viagem à Ilha do Mel, no Paraná. Um mês depois, foi chamado pela delegacia de Curitiba. “Eu estava em uma sala que não dava para ver quando ele estava vindo. Na hora que soltaram ele, ele veio em mim e pulou. E os caras falaram: ‘É o dono mesmo, não tem nem como negar’”, ele lembra.

O Keith abraçou o Mateus e fez tanta festa que ninguém teve dúvidas: aquele era um reencontro entre um cachorro e o seu dono. É tudo o que Mariana, Dielle, João e Bianca esperam. “Tudo lembra ela, a gente acha ainda pelinhos dela nos cantos da casa ou em algumas roupas. Então está muito dolorido mesmo”, diz Mariana.

Fonte http://g1.globo.com/fantastico/

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Publicado em 20 de outubro de 2014 por em Uncategorized.

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